O programa Cidades de Fato reúne convidados que unem rigor acadêmico e vivência prática na comunidade: arquitetos, urbanistas, advogados, gestores, pesquisadores, líderes sociais e representantes de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. Atuam em planejamento urbano, direito à cidade, mobilidade e justiça climática. A relação com a temática é dialógica, conectando saber técnico e sabedoria popular das periferias para construir leituras críticas do cotidiano. O programa é registro histórico e espaço de esperança social, já reunindo 202 convidados.
Francisco Comarú é engenheiro civil e professor na Universidade Federal do ABC, onde coordena o laboratório Justiça Territorial (Labjuta). Sua trajetória acadêmica compreende mestrado em engenharia urbana, doutorado em saúde pública e pós-doutorado pela Universidade de Londres e pela OMS. Atualmente, integra a coordenação do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, atua como pesquisador principal do Centro de Estudos da Favela (Cavela) e colabora com a rede BrCidades em São Paulo.
Cristian Ricardo Ribeiro é geógrafo, licenciado e bacharel, com especializações em análise ambiental e em engenharia sanitária e ambiental. Mestre e doutor em Geografia, exerce a função de professor assistente na Universidade Federal do ABC, onde coordena o Laboratório de Gestão de Riscos e atua como pesquisador associado do Centro de Estudos da Favela. Sua trajetória foca na interface entre riscos e planejamento urbano.
Viviane Vaz é arquiteta e urbanista formada pela Unesp, com uma trajetória de 30 anos em colaboração com seu mentor, Cândido Malta. Atuando pela URB Planejamento, especializou-se em planos de bairro e metodologias participativas, com experiências marcantes em Perus e Ubatuba. Sua atuação e pesquisa priorizam a governança local, o direito à cidade e a justiça social, visando transformar o planejamento técnico em uma ferramenta de bem-estar para os moradores.
Dom Pedro Brito Guimarães é o atual arcebispo de Palmas e presidente da Regional Norte 3 da CNBB. Mestre e doutor em Teologia Dogmática, possui sólida trajetória docente como professor e vice-reitor de seminário. Sua atuação institucional inclui a liderança de comissões pastorais nacionais e o compromisso firme com a justiça social. Promove o debate sobre o direito à moradia digna, articulando a fé católica ao enfrentamento das desigualdades urbanas.
Daniela Faria é arquiteta e urbanista com mestrado pela UFMG e doutoranda em Ciências Ambientais na University of Massachusetts, Boston. Como analista no Lincoln Institute of Land Policy, integra a Rede Futuros Urbanos, focando em resiliência territorial e planejamento por cenários para a América Latina. Sua pesquisa destaca a necessidade de abraçar incertezas climáticas e utiliza a contação de histórias como ferramenta essencial para transmitir conhecimento e promover transformações urbanas reais.
André Leirner é arquiteto formado pela USP, com mestrados em Organizações Sócio-Espaciais pela Architectural Association de Londres e em Administração Pública pela FGV-SP. Especialista em fortalecimento institucional e gestão da informação aplicada a políticas públicas, sua atuação concentra-se na democratização urbana. Suas pesquisas e debates abordam o fortalecimento dos planos de bairro e do Orçamento Cidadão, defendendo a escala local como ferramenta vital para a democracia ativa.
Miguel Fiorelli é arquiteto e urbanista pela FAU-USP, onde cursa mestrado em Habitat, e graduando em Gestão Pública pela PUC-RS. Atua como assessor na Câmara Municipal de São Paulo e integra o Conselho Municipal de Política Urbana pelo Instituto Casa da Cidade. Suas pesquisas e debates concentram-se no protagonismo dos territórios, defendendo o uso de planos de bairro e orçamentos cidadãos como ferramentas essenciais para fortalecer a democracia ativa e o direito à cidade.
Sabrina Durigon Marques é doutora em Direito pela UnB, mestre pela PUC-SP e diretora do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Professora no UniCEUB, onde coordena a Clínica de Direitos Humanos, é autora do livro "Direito à Moradia". Sua pesquisa concentra-se na democratização urbana, defendendo o planejamento de cidades feministas e antirracistas que priorizem a justiça climática e a função social da propriedade como garantia da dignidade humana.
Tales Fontana Cunha é graduado em Direito pela USP, mestre e doutorando pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da mesma universidade. Como diretor do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), integra a gestão da entidade e participa ativamente do debate sobre a democratização do espaço urbano. Suas pesquisas e atuação profissional utilizam o Direito Urbanístico como ferramenta para promover moradia digna e justiça climática, defendendo o cumprimento da função social da propriedade como caminho para a construção de cidades mais inclusivas e sustentáveis.
Rodolfo Baesso Moura é engenheiro ambiental e urbano, mestre e doutor em Planejamento e Gestão do Território pela UFABC. Com trajetória na academia, exerce o cargo de Diretor de Mitigação e Prevenção de Risco na Secretaria Nacional de Periferias. Sua atuação e pesquisa focam no uso de Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar a crise climática em periferias, promovendo a justiça ambiental, o combate ao racismo ambiental e a transformação de conceitos técnicos em ferramentas reais de dignidade para a população.
Cláudio Antônio Di Mauro é geógrafo e doutor em Geografia Física pela USP, com destacada trajetória como professor na UNESP e na UFU.
Sua experiência concilia a academia com a gestão pública, tendo sido prefeito de Rio Claro (SP) por dois mandatos e consultor da UNESCO e da ANA.
Especialista em recursos hídricos, presidiu comitês de bacias e, atualmente, pesquisa temas como transição ecológica e questões ambientais, defendendo a participação popular no planejamento orçamentário das cidades.
José Rodrigues Vieira é líder comunitário e presidente da Asmosul em Palmas, atuando na promoção da cidadania ativa e da inclusão social. Vinculado à gestão participativa, coordena parcerias acadêmicas para oferecer reforço escolar e cursos profissionalizantes, combatendo a invisibilidade estatal. Sua atuação e temas de interesse priorizam a implementação de Planos de Bairro e a segurança comunitária.
Roberto Andrés é arquiteto e urbanista, mestre pela UFMG e doutor pela USP. Atualmente, é professor na UFMG e pesquisador do grupo Cosmópolis, além de editor da revista Piseagrama e colaborador da revista Piauí. Referência em mobilidade urbana e Tarifa Zero, sua pesquisa analisa a crise do transporte público e defende a gratuidade como direito social. É autor do livro "A razão dos centavos", no qual propõe soluções para cidades mais justas e inclusivas.
Ana Carolina Melo é arquiteta e urbanista, doutora em Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, com pós-doutorado em Juventude. Atualmente, é gestora de projetos no Laboratório da Cidade e possui vasta experiência em planejamento urbano e regional. Sua pesquisa concentra-se na adaptação climática na Amazônia, defendendo o uso da biodiversidade como infraestrutura viva para garantir resiliência e justiça social nos centros urbanos da região.
Ana Carolina Tavares é arquiteta e urbanista pela UFPA, mestre e doutoranda pela UFMG. Atualmente, é consultora na Secretaria Nacional das Periferias e pesquisadora no Laboratório Práxis. Com trajetória na Defensoria Pública do Pará e vinculada ao Movimento de Luta nos Bairros (MLB), sua atuação e suas pesquisas concentram-se na Amazônia Urbana. Ela analisa a adaptação climática e o racismo ambiental, propondo a biodiversidade como infraestrutura viva para os centros urbanos.
Edésio Fernandes é jurista e urbanista com doutorado pela Warwick University. Leciona na University College London e em instituições na Holanda e EUA, sendo também professor visitante no Brasil. Ex-diretor no Ministério das Cidades, integra o Lincoln Institute of Land Policy. Referência em direito urbanístico, sua pesquisa aborda reforma fundiária e regularização de mercados informais, visando efetivar a função social da propriedade para construir cidades mais justas e sustentáveis.
Francisca Lima Barros é professora aposentada e atual presidente da Associação de Mulheres em Ação de Palmas (AMAP). Sua atuação concentra-se na promoção do empoderamento feminino e na transformação social por meio da qualificação profissional e da alfabetização. Coordena iniciativas em parceria com a Habitat para a Humanidade Brasil e o programa Mesa Brasil, desenvolvendo ações sobre direito ao saneamento, segurança alimentar e consciência política.
Charles de Jesus Teixeira integra a cena do hip hop em Palmas (TO). Como MC, participa de batalhas de rimas em praças e projetos sociais, utilizando o improviso como ferramenta de resistência e crítica social. Sua atuação tem como foco o fortalecimento da autoestima e o letramento racial entre a juventude periférica. Ele defende a cultura popular como forma de ocupação do espaço urbano e como instrumento essencial para a efetivação do direito à cidade.
Felippe Klayv Santos Oliveira é artista independente, produtor vocal e criador da Wav.eBOO. Como MC de batalha em Palmas (TO), atua na organização da Batalha das MIL e integra diversos coletivos e movimentos de hip hop locais. Em sua prática e vivência, prioriza a cultura popular como espaço de resistência, crítica social e letramento racial voltado para a juventude periférica. Defende, ainda, a ocupação do território urbano como pilar essencial para a democratização das cidades e a plena garantia do direito à cidade.
Ana Alice Silva é estudante de Planejamento Territorial na UFABC e coordenadora do projeto Lei Rouanet no Observatório Ibira 30. Vinculada ao Bloco do Beco, sua trajetória articula a pesquisa acadêmica às demandas culturais de territórios periféricos. Em seus estudos, analisa a concentração de recursos públicos em áreas centrais de São Paulo, evidenciando o racismo territorial e o chamado "funil de exclusão" socioeconômico. Defende, ainda, a autonomia de coletivos periféricos na gestão cultural.
Alexandre Nascimento é graduado em Administração Pública pela FGV EAESP e cofundador do Braduca. Na função de coordenador no Observatório Ibira 30, atua em parceria com o Bloco do Beco em pesquisas sobre a desigual distribuição de verbas culturais. Seus estudos evidenciam o chamado "funil de exclusão" da Lei Rouanet, que beneficia áreas centrais e economicamente privilegiadas em detrimento das periferias. Além da pesquisa, realiza oficinas de capacitação e advocacy com o objetivo de democratizar o acesso ao fomento e garantir autonomia financeira a coletivos periféricos.
Edy César dos Passos Júnior é advogado e mestre em Políticas Públicas, atuando como Superintendente do Patrimônio da União no Tocantins (SPU/MGI). Com sólida experiência na gestão pública, ele também exerce a docência como professor de Direito, Administração e Contabilidade. Sua atuação e pesquisa focam na regularização fundiária, habitação social e democratização de imóveis federais, liderando o programa Imóveis da Gente para combater a segregação urbana e garantir a função social da propriedade.
Rafael Calabria é geógrafo formado pela USP, com especialização em Gestão de Cidades. Sua trajetória é marcada pela atuação em mobilidade urbana, com passagens pelo IDEC, Cidadeapé e Rede Nossa São Paulo, integrando atualmente o coletivo BRCidades. Pesquisa e defende a Tarifa Zero como um direito social essencial para cidades justas, propondo a reformulação do financiamento do transporte público para garantir qualidade e acesso universal.
Layane Alves Nunes é arquiteta e urbanista, doutora pelo IAU-USP e professora adjunta na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pesquisadora do Laboratório de Urbanismo Regional (LURE) e coordenadora adjunta do BrCidades em Maringá, sua atuação integra o ensino e a prática comunitária. Especialista em planejamento urbano, foca no desenvolvimento de planos de bairro participativos e construídos de baixo para cima, buscando sensibilizar futuros profissionais e empoderar territórios locais.
Beatriz Fleury e Silva é doutora em Habitat pela USP e professora na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Lidera o Laboratório de Pesquisa em Habitação e Assentamentos Humanos (LAPHA) desde 2011 e coordena o núcleo Maringá do BrCidades. Dedica-se ao estudo de instrumentos de planejamento que permitam respostas rápidas às demandas sociais. Idealizadora do projeto "Bairro é nosso", sua pesquisa foca em planos de bairro e métodos democráticos para tornar o cidadão um agente de transformação do próprio território.
Benny Schvarsberg é arquiteto e urbanista, doutor em Sociologia Urbana, e atua como professor titular na Universidade de Brasília (UnB). Com sólida trajetória na gestão pública, ocupou cargos como Secretário Nacional de Programas Urbanos no Ministério das Cidades e presidente do IPDF. Sua pesquisa concentra-se no Plano Diretor como instrumento para orientar o crescimento das cidades de forma organizada e sustentável, combatendo desigualdades sociais e promovendo a qualidade de vida nos espaços urbanos.
Alex Magalhães é formado em Direito e doutor em Planejamento Urbano e Regional. Professor Associado na UFRJ e coordenador da pós-graduação no IPPUR, possui pós-doutorado pela Universidade de Coimbra. Coordena o Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro e integra grupos internacionais sobre o espaço urbano. Sua pesquisa concentra-se em cidades inclusivas, analisando como moradores de favelas criam normas próprias e mecanismos de autorregulação para suprir a falta de serviços estatais.
Rosa Moura é geógrafa formada pela USP e doutora pela UFPR. Pesquisadora do Observatório das Metrópoles e colaboradora sênior do Ipea, integra redes internacionais voltadas ao estudo da globalização e do território. Sua atuação concentra-se no direito à cidade, na inovação territorial e nas fronteiras. No debate público, destaca a importância das Conferências das Cidades como espaços fundamentais para que os cidadãos participem ativamente e contribuam para a democratização do planejamento urbano.
Ricardo Pazello é doutor em Direito e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde leciona na graduação e na pós-graduação. Pesquisador vinculado ao Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais, concentra seus estudos na relação entre Direito e marxismo. Coordena o projeto MAJUP, voltado à assessoria jurídica popular, e integra o coletivo PLANTEAR, de planejamento territorial. Sua atuação prioriza a análise crítica do cotidiano urbano e o suporte jurídico a movimentos sociais.
Pedro Abramo é doutor em Economia e professor da UFRJ, onde coordena o Observatório Imobiliário e de Políticas do Solo. Com trajetória como docente visitante em Berkeley, sua pesquisa concentra-se na economia urbana e na informalidade na América Latina. Investiga mercados de terra, favelas e a chamada economia criminal urbana. Atua no planejamento urbano buscando promover a justiça social para territórios e populações em situação de vulnerabilidade.
Adão Francisco de Oliveira é doutor em Geografia e pós-doutor em Planejamento Urbano. Professor na UFT, coordena o Observatório de Políticas Territoriais e Educacionais. Atuou como secretário de Estado da Igualdade Racial, Educação e Cultura no Tocantins. Suas pesquisas e atuação concentram-se no combate ao racismo, na defesa de políticas afirmativas e na promoção da justiça social para fortalecer as oportunidades da população negra no território.
Jessica Lima é doutora em Engenharia Civil pela UFPE, com pós-doutorado pela UFABC, e professora na Universidade Federal de Alagoas. Especialista em mobilidade urbana, sua pesquisa foca em acessibilidade e inclusão social, abordando temas como gênero, tempo de deslocamento e tarifa zero. Dedica-se a popularizar o conhecimento técnico sobre transportes, visando aproximar a ciência da sociedade para construir cidades mais justas.
Silvia Saito é geógrafa e doutora em Geografia. Atua como pesquisadora titular no Cemaden e é docente nos programas de pós-graduação em Desastres Naturais da UFSC e da UNESP. Sua pesquisa investiga a relação entre emergências climáticas e o planejamento urbano, analisando como a crise ambiental impacta desproporcionalmente populações vulneráveis. Defende um planejamento territorial que funcione como agente de transformação social e resiliência.
Marcelo Ribeiro é economista e doutor em Planejamento Urbano e Regional, atuando como professor no IPPUR/UFRJ. É coordenador do núcleo Rio de Janeiro do Observatório das Metrópoles e pesquisador do CNPq. Sua pesquisa concentra-se nas desigualdades urbanas, analisando como a estrutura social das famílias, e não apenas dos indivíduos, impacta as dinâmicas sociais e econômicas nas metrópoles brasileiras.
André Pasti é professor de Planejamento Territorial na UFABC, doutor em Geografia Humana pela USP e mestre pela Unicamp. Lidera o grupo de pesquisa TERRITORIAL e integra o Centro de Estudos da Favela (CEFAVELA) e a Rede Latino-Americana de Participação Popular. Suas pesquisas concentram-se na participação popular no território e em metodologias para fortalecer o engajamento comunitário em políticas públicas. Defende a educação como pilar central para a formação de cidadãos ativos e conscientes.
Ermínia Maricato é arquiteta e urbanista com doutorado pela USP, onde é professora emérita e fundadora do Laboratório de Habitação. Referência internacional em planejamento urbano, ajudou a criar o Ministério das Cidades e foi Secretária de Habitação de São Paulo. Atualmente coordena a rede BrCidades, unindo ativismo e academia. Suas pesquisas denunciam o "analfabetismo urbanístico" e defendem a função social da propriedade e a reforma urbana popular.
Flávio Tavares é arquiteto e urbanista com mestrado em Geografia pela UFPB. Exerce o cargo de Diretor na Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, tendo atuado anteriormente como Secretário de Planejamento de Conde (PB). Sua trajetória e pesquisa concentram-se no planejamento urbano e na reforma urbana popular. Como integrante do coletivo BrCidades, foca no fortalecimento das periferias e na promoção da justiça social, defendendo o direito à cidade e novas perspectivas para os territórios populares.
Lino Peres é arquiteto urbanista, doutor em Urbanismo pela UNAM e professor aposentado da UFSC. Integra o coletivo BRCidades e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico. Sua pesquisa concentra-se em planejamento urbano, habitação social e mobilidade. Autor de obras sobre o Estatuto da Cidade, analisa conflitos nos Planos Diretores e defende a gestão democrática frente às pressões do setor privado no território urbano.
Wânia Máritha é pedagoga e líder comunitária em Palmas. Presidente da Associação de Moradores do Jardim Aureny IV, atua em parceria com a Universidade Federal do Tocantins em projetos de extensão voltados ao planejamento urbano. Sua trajetória concentra-se na democratização da gestão territorial e na defesa do direito à cidade.
Raquel Rolnik é arquiteta urbanista formada pela USP e doutora pela New York University. Professora titular na FAU-USP, coordena o laboratório LabCidade e é prefeita do Campus Butantã. Atuou como secretária nacional no Ministério das Cidades e foi relatora da ONU para o Direito à Moradia. Sua pesquisa concentra-se no planejamento urbano e na habitação, analisando como dinâmicas informais e ilícitas reorganizam os territórios das grandes cidades.
Karin Regina de Castro Marins é arquiteta urbanista e doutora pela FAU USP, atuando como professora na Escola Politécnica da USP. Com mestrado em energia sustentável na Suécia e pós-doutorado em Nova York, sua pesquisa integra planejamento urbano, mobilidade e meio ambiente. Atualmente, coordena um projeto vinculado à FAPESP para o fomento de Planos de Bairro em São Paulo, desenvolvendo métodos e instrumentos orientativos para o fortalecimento do planejamento em escala local.
Cândido Malta é arquiteto e urbanista formado pela FAU USP, instituição da qual é Professor Emérito. Sua trajetória integra a docência à gestão pública, tendo sido Secretário de Planejamento de São Paulo e cofundador do Movimento Defenda São Paulo. Especialista em planejamento urbano, pesquisa e promove os Planos de Bairro, tema de seu livro "Reinvente seu Bairro", no qual defende a participação popular e a escala local como ferramentas fundamentais para transformar a realidade das cidades.
Luiz Kohara é doutor em Arquitetura e Urbanismo e pós-doutor em Sociologia Urbana. Atua como assessor no Centro de Apoio e Assessorias a Iniciativas Sociais (CAIS) e secretário-executivo do Centro Gaspar de Direitos Humanos. Vinculado à Pastoral Nacional do Povo de Rua, sua pesquisa concentra-se na moradia como base estruturante para a inclusão social. Seu trabalho analisa as desigualdades urbanas e denuncia a falta de políticas habitacionais eficazes para a população em situação de rua.
Cláudia Pires é arquiteta e urbanista, doutora pela FAU USP e mestre pela UFMG. Professora e comentarista de urbanismo na Rádio CBN, atua como conselheira superior do IAB e na assessoria técnica de planos diretores. Sua pesquisa prioriza a democratização do planejamento urbano, analisando a relação entre o orçamento público e o Plano Diretor. Defende a escala de bairros e a participação popular como caminhos para cidades mais inclusivas.
Marcelo Karloni é arquiteto urbanista e professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no campus Arapiraca. Sua trajetória profissional é pautada pelo compromisso com o desenvolvimento territorial justo e o fortalecimento das periferias, integrando a Rede BR Cidades e a Rede MCCTSS. Suas pesquisas concentram-se no esporte como ferramenta de cidadania e resistência, promovendo a ocupação positiva de espaços urbanos e redes de solidariedade em áreas de vulnerabilidade social.
Yago Santos é engenheiro ambiental paraense e mestre em Ecologia. Atua como técnico científico no Observatório da Torre Alta da Amazônia e integra o Coletivo Puxirum do Bem Viver. Como membro do Comitê COP 30, colabora na construção da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) (acrônimo em inglês) do Brasil. Suas pesquisas e ativismo concentram-se na política climática e nos direitos dos povos amazônicos, defendendo o uso da ciência para promover a justiça social e ambiental na região.
José Ricardo Vargas de Faria é professor na Universidade Federal do Paraná (UFPR), atuando na pós-graduação em Planejamento Urbano e Políticas Públicas. Coordenador do Centro de Estudos em Planejamento e Políticas Urbanas (CEPPUR/UFPR), liderou o ENANPUR 2025, relevante encontro da área na América Latina. Sua pesquisa concentra-se no planejamento urbano e regional no Sul Global, visando descolonizar o pensamento e fortalecer o intercâmbio acadêmico internacional.
Thaline Rocha é arquiteta urbanista formada pela FIAM-FAAM. Atua como mobilizadora social e liderança no Sítio Botuquara, em Perus, onde realiza pesquisas-ação territoriais. É residente no Programa de Urbanismo Social da Prefeitura de São Paulo e representa a sociedade civil em conselhos municipais. Sua atuação prioriza a implementação pioneira de Planos de Bairro, visando fortalecer a democracia urbana e o engajamento popular no planejamento das cidades.
Zery Monteiro é escritora graduada em Biblioteconomia pela UNESP e especialista em Literatura pela UEM. Atuou profissionalmente em bibliotecas públicas e como contadora de histórias. Voluntária do BrCidades e da ASSINDI, sua atuação concentra-se no planejamento urbano e na participação comunitária desde a infância. É autora do livro "O Bairro é Nosso", vinculado a projetos de Planos de Bairro que visam despertar o senso de pertencimento e o engajamento para cidades mais justas.
Adão Francisco de Oliveira é doutor em Geografia e pós-doutor em Planejamento Urbano. Professor na Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde coordena o Observatório de Políticas Territoriais e Educacionais, atua como secretário de Estado da Igualdade Racial do Tocantins. Com passagens pelas pastas estaduais de Educação e Cultura, concentra suas pesquisas no combate ao racismo, na defesa de políticas afirmativas e na promoção da justiça social no território.
Maria Gabriella Rodrigues é graduanda em Direito pela UFT e ativista ambiental. Foi pesquisadora visitante na McMaster University e integra o Instituto de Direito Global. Suas pesquisas e atuação concentram-se em justiça climática, racismo ambiental e direitos da natureza. Com experiência em conferências da ONU, como a COP 28 e a COP 29, atua como embaixadora da Climate Reality Brasil e integra o grupo de pesquisa em Igualdade Étnico-Racial e Educação da UFT.
Ion de Andrade é médico pediatra, epidemiologista e professor visitante na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com mais de trinta anos de militância no direito à cidade, colabora em projetos no bairro de Mãe Luiza, em Natal. É um dos articuladores da Rede de Inclusão e Direito à Cidade, concentrando suas pesquisas e ações no combate à exclusão social e na promoção do desenvolvimento territorial participativo em periferias e zonas rurais do Brasil.
Maria Gabriella Rodrigues é acadêmica de Direito na UFT e pesquisadora visitante na McMaster University. Embaixadora da Climate Reality Brasil e vinculada ao Instituto de Direito Global, sua pesquisa concentra-se em racismo ambiental, justiça climática e direitos da natureza. Como ativista presente em fóruns internacionais, participou da COP 28 e da COP 29, onde debateu transição energética e o protagonismo da juventude e da igualdade racial nas políticas ambientais globais.
José Carlos Moreira é acadêmico de Direito na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e ativista ambiental. Destaca-se por sua atuação em fóruns internacionais, como a COP 29 em Baku, onde integrou a delegação juvenil brasileira. Seus temas de interesse e pesquisa envolvem os direitos da natureza e o papel estratégico dos jovens nas políticas climáticas globais. Sua prática acadêmica e militante busca fortalecer a justiça ambiental e ampliar a voz da juventude em instâncias globais de decisão.
Patrícia Nogueira Rinaldi é professora associada na FACAMP e diretora do Centro de Estudos e Pesquisas em Relações Internacionais da mesma instituição. Suas pesquisas concentram-se em cooperação internacional para o desenvolvimento e em organizações internacionais, com ênfase no Sul Global. Integra o Programa Harmonia com a Natureza, da ONU, atuando na pesquisa sobre direitos da natureza e a Agenda 2030. Participa ativamente de fóruns globais, onde debate perspectivas climáticas relacionadas à Amazônia.
Silvely Tieme é fisioterapeuta, mestre em Ciências da Saúde pela UFT e especialista em Vigilância em Saúde pelo Instituto Sírio-Libanês. Analista na Secretaria de Saúde de Palmas e tutora em educação permanente, concentra sua atuação na prevenção de doenças crônicas por meio do Plano de DANT. Sua pesquisa aborda a relação entre saúde pública, meio ambiente e bem-estar, defendendo políticas urbanas que integrem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para criar cidades mais saudáveis.
Conceição Previero é bióloga, doutora em Engenharia Agrícola pela Unicamp e professora titular da Ulbra em Palmas. Sua pesquisa concentra-se na agricultura urbana e sustentável, abrangendo temas como agroecologia, segurança alimentar e plantas não convencionais (PANC). Defende o cultivo de alimentos nas cidades como estratégia para enfrentar as mudanças climáticas e promover a saúde pública e o bem-estar das populações.
João Sette Whitaker Ferreira é arquiteto, economista e doutor em Urbanismo pela USP. É professor titular e diretor da FAU-USP, onde atua como pesquisador no LabHab. Foi secretário de Habitação de São Paulo e integra a rede BrCidades. Sua pesquisa concentra-se em políticas habitacionais, habitação social e mercado imobiliário. Defende o Plano de Bairros e a alfabetização urbanística como ferramentas para fortalecer a participação popular e a justiça social nas cidades.
Giancarlo Moreira Gama é cientista político formado pela USP e mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, onde se especializou em sustentabilidade urbana. Sua trajetória inclui a atuação como vereador em Cabreúva (SP) e o suporte técnico a municípios para a viabilização de políticas públicas. Suas pesquisas e ações concentram-se na Tarifa Zero no transporte público como ferramenta essencial para promover o acesso universal, a inclusão social e a construção de cidades mais justas.
Luís Hildebrando Ferreira Paz é arquiteto e urbanista formado pela UNISINOS, com mestrado pela UnB e especialização pela UFF. Atuou como professor na UNITINS e na UFT, integrando a academia à gestão pública em diretorias de planejamento e habitação em Palmas e no Tocantins. Foi presidente do IAB-TO e conselheiro no CAU e no CREA. Suas pesquisas concentram-se na segregação socioespacial em cidades planejadas e nos desafios da habitação frente às mudanças climáticas.
Ramis Tetu é engenheiro agrônomo pela Esalq/USP e especialista em Planejamento Urbano e Ambiental pela UFT. Atua há décadas no Tocantins, onde foi diretor de Parques e Jardins de Palmas e é colunista de sustentabilidade na Rádio CBN e no Jornal do Tocantins. Palestrante e consultor, seu trabalho concentra-se no desenvolvimento urbano sustentável, na arborização urbana e na gestão ambiental, defendendo modelos de cidades resilientes que equilibrem economia e conservação.
Daniela Mafra é enfermeira formada pelo CEULP/ULBRA e mestranda em Ciências da Saúde pela UFT. Pesquisadora na Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas, coordena o projeto de extensão Palmas para Todos e integra o apoio pedagógico do Projeto ODS. Sua pesquisa concentra-se na articulação entre desenvolvimento sustentável e saúde pública, com experiência em iniciativas na Amazônia Legal e no Nordeste para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Carina Giunco é enfermeira e doutora em Genética, tendo atuado como docente e coordenadora no ensino superior. Empreendedora social, fundou o Instituto Selo Social e integra a Comissão Nacional para os ODS. Sua atuação concentra-se na Agenda 2030, liderando o Selo ODS Educação para certificar projetos que contribuam com o desenvolvimento sustentável. Atua também com planejamento estratégico em assistência social, visando fortalecer o impacto social da educação.
Edmar Araújo é economista formado pela UFF, com doutorado em Urbanismo pelo PROURB/UFRJ. Mestre em estudos populacionais e em preservação do patrimônio, atua hoje como pesquisador de pós-doutorado no IPPUR/UFRJ. Sua pesquisa explora a mais-valia fundiária e a renda da terra, investigando como o Plano Diretor e instrumentos fiscais podem recuperar para a coletividade a valorização imobiliária, visando uma produção social do espaço urbano mais equilibrada.
Karine Correa é arquiteta e urbanista pela UFT e mestranda em Desenvolvimento Regional na mesma instituição. Pesquisadora do LabCidades e integrante da Secretaria Nacional do BrCidades, sua atuação concentra-se no direito à cidade, na participação popular e no protagonismo juvenil. Militante de movimentos sociais e de mulheres, pesquisa a integração entre cultura e planejamento urbano, defendendo a Agenda Popular e os Planos de Bairro como caminhos para cidades mais justas.
Renato Rodrigues é graduando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Pesquisador em planejamento urbano e justiça socioambiental, integra os grupos de pesquisa PPUC e GEDUR, além do Instituto de Atenção às Cidades e da rede BrCidades. É membro da equipe do projeto Cidades de Fato, colaborando no quadro Momento COP 30, onde concentra suas discussões sobre o desenvolvimento regional e os impactos climáticos na Amazônia Legal.
Bruno Soeiro Vieira é professor adjunto na UFPA e doutor em Direito e em Desenvolvimento Sustentável. Com formação acadêmica em Direito e Contabilidade, atuou como coordenador regional do IBDU. Suas pesquisas abordam o financiamento da política urbana e modelos de tributação municipal sensíveis à realidade social, com especial atenção à isonomia tributária para beneficiários de regularização fundiária de interesse social.
Jéssica Tavares é pesquisadora de políticas públicas voltadas para os temas de gênero, raça e direitos urbanos. Integra a coluna "Tecendo democracia e territórios" do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Sua atuação concentra-se na reinvenção das cidades sob a perspectiva das mulheres negras, integrando o planejamento urbano, a arquitetura e o território a marcadores sociais como classe e identidade para promover cidades mais justas.
Nathalia Santana é engenheira ambiental com uma trajetória pautada pelos princípios do Bem Viver. Atua como militante ecossocialista e integra a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. Sua atuação e reflexões concentram-se na reinvenção das cidades sob a perspectiva das mulheres negras, defendendo a integração do planejamento urbano e do território a marcadores de raça, gênero e classe para combater a invisibilidade social e promover espaços mais justos.
Lúcio Geraldo de Andrade é advogado e atual secretário nacional do Patrimônio da União. Servidor de carreira do Incra entre 1982 e 2005, com ênfase em projetos de regularização fundiária, atuou também no Ministério da Pesca e na Câmara dos Deputados. Sua atuação e foco de pesquisa concentram-se na democratização de imóveis federais para ampliar o acesso à moradia em centros urbanos. Defende o uso do patrimônio da União como ferramenta para promover a equidade social e o desenvolvimento sustentável.
Olivia Carolina Pires é economista e doutora em Ciência Política. Atua como assessora do Gabinete na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), em Brasília. Sua atuação e temas de interesse concentram-se no Programa de Democratização de Imóveis da União, visando ampliar o acesso à moradia em centros urbanos. Suas reflexões buscam integrar a gestão do patrimônio imobiliário federal a políticas públicas de equidade social e desenvolvimento sustentável.
Beatriz Fleury Silva é professora adjunta de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutora em Habitat pela USP e mestre pela UFSCar, coordena o núcleo Maringá do BrCidades e lidera o Laboratório de Pesquisa em Habitação e Assentamentos Humanos (LAPHA). Sua atuação e pesquisa concentram-se na implementação de Planos de Bairro e na justiça social, defendendo a participação popular como base democrática essencial para a produção do espaço urbano.
Edy César dos Passos Júnior é advogado e mestre em Políticas Públicas. Atua como docente nos cursos de Direito, Administração e Contabilidade e é o atual Superintendente do Patrimônio da União no Tocantins. Sua prática e temas de interesse abrangem a regularização fundiária e a gestão democrática de imóveis federais. Defende o uso social de bens públicos como estratégia para reduzir o déficit habitacional e enfrentar a segregação socioespacial nas cidades.
Rafael Amorim é engenheiro civil, mestre em engenharia ambiental e doutorando em Desenvolvimento Regional. Atua como professor de Engenharia Civil na UFT e exerce o cargo de analista e coordenador na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no Tocantins. Sua trajetória e pesquisas voltam-se para o uso social e a democratização de imóveis federais, com o objetivo de reduzir a segregação socioespacial nas cidades e garantir à população de baixa renda o acesso à terra urbanizada.
Fabiana dos Anjos Barreto Matos é graduada em Direito pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Integra a coluna "Tecendo Democracias e Territórios" do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Pesquisadora vinculada aos grupos "Territorialidade, Direito e Insurgência" (UEFS) e "Direito e Africanidades" (UNEB), concentra seus estudos na interseccionalidade e no direito à cidade. Sua atuação prioriza a análise da segregação racial e a invisibilização das mulheres negras no planejamento urbano.
Letícia de Oliveira Cardoso é mestre e doutora em saúde pública e pesquisadora da ENSP/Fiocruz. Atual diretora do Departamento de Análises Epidemiológicas da SVSA no Ministério da Saúde, sua atuação concentra-se na interiorização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia Legal. Suas pesquisas integram a vigilância de doenças não transmissíveis à saúde pública, destacando a mobilidade urbana como fator vital para a qualidade de vida e o bem-estar nas cidades.
Caroline Medeiros é graduada em Direito pela UFPA e doutora em justiça climática e ambiental pela USP. Especialista em política climática, é consultora no Oxford Sustainable Law Programme e diretora na LACLIMA. É cofundadora da Rede Amazônidas pelo Clima e autora do livro "Justiça Ambiental e a Crise Hídrica". Sua pesquisa concentra-se nos desafios das cidades amazônicas e na promoção da justiça climática e sustentabilidade na região.
Ana Carla de Lira Bottura é arquiteta e urbanista, mestre em Antropologia Urbana pela Espanha e doutora pela USP. Professora na Unicatólica do Tocantins e na UFT, desenvolve pesquisas sobre direito à cidade, habitação social e regularização fundiária. Autora da obra "Palmas, cidade neoliberal", investiga como os vazios urbanos e a especulação imobiliária impactam o acesso à moradia. Foi a primeira convidada do podcast Cidades de Fato, onde debate a função social da propriedade.
Luís Eduardo Bovolato é professor e reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Sua atuação institucional foca no Plano de Desenvolvimento Institucional, priorizando a educação 4.0 e novas práticas de ensino-aprendizagem. Defende que a missão da universidade pública deve extrapolar os limites acadêmicos, engajando-se em temas de interesse social para ampliar a visibilidade da instituição e fortalecer o diálogo e a comunicação com a população.
Moisés de Souza Arantes é professor e atual diretor do campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Com sólida atuação institucional, defende a integração entre a universidade e a sociedade, incentivando o uso de tecnologias e formatos inovadores, como o podcast Cidades de Fato, para democratizar o saber acadêmico. Sua prática prioriza o fortalecimento da missão social da universidade pública, buscando aproximar a produção científica da realidade e do cotidiano da população.
Jonh Max Santos Sales é economista, tecnólogo em saneamento ambiental e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ. Professor na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), desenvolve pesquisas sobre estudos urbanos e regionais. Sua atuação concentra-se na interação entre afetos, negritude e cidade, investigando como o racismo influencia a produção do espaço. Ressalta o papel da música e da cultura de matriz africana na consciência negra e na vitalidade do cotidiano urbano.
Bruno Renato Teixeira é graduado em Direito (UCB) e pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal (UGF). Atua como secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (MDHC) e assessor em Advocacy no IBCCRIM. Com longa trajetória no ativismo social e sindical, concentra sua atuação na defesa das garantias fundamentais. Integra a gestão pública a ações de ensino, pesquisa e extensão universitária, visando fortalecer clínicas de direitos humanos e observatórios nacionais.
Isabella Faustino Alves é defensora pública no Tocantins e bacharela em Direito pela Universidade Federal do Tocantins. Mestre em Direito Constitucional e doutoranda em Sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal, vincula sua prática institucional à pesquisa acadêmica. Seus estudos concentram-se nos Direitos Humanos e em processos de inconstitucionalidade, explorando tensões entre leis e situações de exceção sob a ótica da realidade dos povos Guarani-Kaiowá.
Tarcyla Fidalgo Ribeiro é advogada, doutora em Planejamento Urbano (IPPUR/UFRJ) e mestre em Direito da Cidade (UERJ). Pesquisadora do Observatório das Metrópoles e conselheira do IBDU, coordena o projeto Termo Territorial Coletivo na ONG Comunidades Catalisadoras. Sua atuação integra a prática jurídica à pesquisa sobre regularização fundiária e gestão territorial coletiva, visando garantir a segurança da posse e o fortalecimento de comunidades vulneráveis.
Maria Gabriella Rodrigues é acadêmica de Direito na UFT e pesquisadora visitante na McMaster University. Embaixadora da Climate Reality Brasil, integra o Instituto de Direito Global e o grupo de trabalho em Igualdade Étnico-Racial. Sua pesquisa concentra-se em racismo ambiental, justiça climática e direitos da natureza. Como ativista, participou da COP 28 e da COP 29, onde debateu o protagonismo da juventude e a pauta da igualdade racial nas políticas ambientais globais.
Olavo Lisboa dos Santos é pedagogo formado pela UFT e pesquisador aprovado no mestrado em Educação pela UFU. Como membro ativo da Coalizão Vozes do Tocantins, atua nas áreas de comunicação, gestão de projetos e justiça climática. Participou da COP 28, em Dubai, onde debateu o racismo ambiental e o papel estratégico da juventude nas políticas climáticas globais. Sua trajetória articula educação e ativismo na defesa de direitos socioambientais em territórios tradicionais.
Gleidy Braga Ribeiro é jornalista, advogada e doutora em Direito Constitucional, com mestrado em Desenvolvimento Regional. É professora efetiva da Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde coordena a Clínica de Direitos Humanos e integra atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sua atuação institucional envolve parcerias com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Seus temas de pesquisa concentram-se na promoção da cidadania e na defesa ativa dos Direitos Humanos.
Flávio Tavares é urbanista formado pela UFPB e mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE. Atual coordenador-geral na Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. Sua atuação e temas de interesse concentram-se no combate às desigualdades socioespaciais, priorizando a regularização fundiária plena, a urbanização de favelas e a inclusão das periferias nas políticas e orçamentos nacionais.
Sara Habersack é especialista em mudança organizacional, desenvolvimento urbano e transformação digital, com experiência profissional na Índia, Europa e Brasil. Atualmente, coordena a área de Transformação Urbana e dirige o projeto ANDUS na agência alemã GIZ, integrando parcerias de cooperação técnica internacional. Suas pesquisas e projetos concentram-se no ordenamento territorial como instrumento de resiliência urbana e na implantação de parques lineares para mitigar os impactos climáticos nas cidades.
Marcio Pochmann é economista e doutor em Ciências Econômicas. Foi professor titular da Unicamp e atualmente preside o IBGE, tendo liderado também o IPEA e a Fundação Perseu Abramo. Sua trajetória integra a vida acadêmica à gestão pública, com ênfase em economia, desenvolvimento e políticas sociais. Destaca-se por promover a democratização de dados e o reconhecimento de favelas e comunidades urbanas nas estatísticas oficiais do país.
Caroline Gonçalves dos Santos é arquiteta e urbanista com doutorado em Desenvolvimento Urbano. Professora adjunta na Universidade Federal de Alagoas, dedica suas pesquisas às implicações socioespaciais em Maceió decorrentes do desastre ambiental da mineradora Braskem. Seu trabalho analisa o histórico da tragédia e a situação das famílias desalojadas, investigando os riscos urbanos e as perspectivas futuras para os atingidos na região.
Gilson Santiago Macedo Júnior é mestre e doutorando em Direito. Atua como advogado, professor universitário e coordena a Rede Nordeste de Monitoramento e Incidência em Conflitos Fundiários Urbanos, vinculada ao IBDU. Sua pesquisa concentra-se na política urbana e no garantismo constitucional, explorando os limites e as especificidades da ordem jurídico-urbana brasileira definida pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Cidade.
Ana Carla de Lira Bottura é arquiteta e urbanista, mestre em Antropologia Urbana pela universidade espanhola Rovira i Virgili e doutora pela USP. Professora na Unicatólica e na UFT, sua trajetória une a docência à pesquisa em habitação de interesse social e regularização fundiária. Especialista no direito à cidade, é autora de "Palmas, cidade neoliberal", obra na qual investiga a segregação socioespacial e o impacto dos vazios urbanos na justiça social.
Luís Mendes é geógrafo e professor assistente no IGOT da Universidade de Lisboa e na Escola Superior de Educação de Lisboa. Pesquisador permanente no Centro de Estudos Geográficos, dedica-se aos estudos urbanos e ao planejamento territorial. Atua como ativista no movimento "Morar em Lisboa" e em associações de inquilinos, unindo a vida acadêmica à militância. Suas pesquisas exploram a gentrificação, o impacto do turismo na habitação e a financeirização das cidades.
Marcelo Lelis é empresário, político e atual secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins. Com experiência em cargos públicos e na gestão de empreendimentos turísticos. Seus principais temas de interesse incluem o mercado de carbono e a preparação para a COP 30, visando integrar políticas de sustentabilidade ao desenvolvimento do estado.
Leandro Milhomem é superintendente do IBAMA no Tocantins e analista ambiental de carreira desde 2006. Graduado em Relações Internacionais pela PUC-GO e em Direito pela UFT, possui especialização em Direito Administrativo e Constitucional. Sua atuação e temas de interesse concentram-se na preservação do Cerrado, com ênfase em ações de combate ao desmatamento e controle de queimadas para garantir a integridade dos ecossistemas regionais.
Fredson Costa é professor do curso de Sistemas de Informação da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), onde também exerce a função de diretor de Extensão Universitária. Sua atuação institucional concentra-se no fortalecimento de parcerias acadêmicas e na integração da universidade com a sociedade. Seus temas de interesse e debate concentram-se na gestão da extensão e nos preparativos para a COP 30 no contexto regional.
Giane Silvestre é cientista social, doutora e mestre em Sociologia pela UFSCar. Atua como professora e pesquisadora associada no Núcleo de Estudos da Violência da USP. Sua produção acadêmica concentra-se na sociologia da violência e segurança pública, com ênfase no sistema de justiça criminal e prisional. Em suas pesquisas, analisa criticamente a eficácia de modelos repressivos no controle do crime, além de temas como violência contra a mulher e audiências de custódia.
Danielle Cruz é sanitarista, mestre em saúde pública e doutoranda em saúde coletiva pela UFBA. Especialista em gestão de políticas públicas, atua no desenvolvimento e avaliação de estratégias voltadas à promoção da saúde e ao controle de doenças crônicas não transmissíveis. Seus temas de pesquisa e projetos concentram-se na interiorização da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia Legal, visando integrar o bem-estar à realidade regional.
Patrícia Nogueira Rinaldi é professora de Relações Internacionais na FACAMP e diretora do Centro de Estudos e Pesquisas em Relações Internacionais (CERI-FACAMP). Especialista em cooperação internacional com foco no Sul Global, integra a rede do programa Harmonia com a Natureza da ONU. Sua pesquisa concentra-se nos Direitos da Natureza, na Agenda 2030 e na ecologia urbana, ressaltando os desafios das cidades amazônicas e a importância estratégica da COP 30 para a região.
José Guilherme Cantor Magnani é doutor em Antropologia Social e professor titular da USP. Coordena o Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana da instituição. Referência nos estudos de antropologia urbana, suas pesquisas concentram-se no lazer e na organização das cidades, desafiando a visão de caos urbano. É autor de livros fundamentais como "Festa no Pedaço" e "Da periferia ao centro", que analisam a vitalidade das dinâmicas culturais e sociais nos espaços urbanos.
Edy César dos Passos Júnior é advogado e gestor público, mestre em Políticas Públicas. Atua como Superintendente do Patrimônio da União no Tocantins (SPU/MGI), liderando o Programa Imóveis da Gente, que destina bens federais à moradia social e à cidadania. Na docência, é professor de Direito, Administração e Contabilidade. Sua trajetória e suas pesquisas concentram-se na regularização fundiária, na gestão territorial e no uso social dos ativos da União como estratégia para reduzir a segregação socioespacial.
Marta Azevedo dos Santos é doutora em Psicologia pela Universidade de Sevilla e mestre pela UFSC. Professora associada na Universidade Federal do Tocantins, atua nos cursos de Enfermagem, Nutrição e no Mestrado em Ciências da Saúde. Colaboradora do Ministério da Saúde, sua pesquisa concentra-se na Promoção da Saúde e na interiorização da Agenda 2030 na Amazônia Legal, integrando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao controle de doenças não transmissíveis na região.
Danielle Hoppe é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e mestre em Planejamento Urbano pela McGill University. Gerente de Mobilidade Ativa no Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), trabalha na qualificação de políticas voltadas para pedestres e ciclistas. Sua atuação e pesquisa priorizam o desenho urbano, a segurança no trânsito e a acessibilidade universal, defendendo a caminhada como um meio democrático e sustentável de locomoção nos espaços públicos.
Pedro Demo é doutor em Sociologia pela Alemanha e professor emérito da Universidade de Brasília. Com mais de 100 livros publicados, é uma referência nas Ciências Sociais, pesquisando temas como metodologia científica e sociologia da educação. Sua atuação concentra-se na transformação da sala de aula em ambiente de pesquisa, unindo teoria e prática para promover a autonomia do estudante como autor. Defende a extensão universitária como missão transformadora e essencial para a cidadania.
Paulo Ricardo Silva Amaral Jesus é formado em Direito pela UFT e em Estatística pela UAM, com especializações em Direito Constitucional e Orçamento Público. Servidor de carreira do IBGE há 18 anos, exerce o cargo de Superintendente do órgão no Tocantins desde 2021. Sua atuação e suas pesquisas concentram-se na área de demografia, tendo liderado a execução do Censo 2022 no estado para mapear movimentações populacionais e detalhar a realidade demográfica dos municípios tocantinenses.
Kazuo Nakano é arquiteto e urbanista, com doutorado em Demografia pela Unicamp e pós-doutorado pela FAUUSP. Professor na UNIFESP, possui sólida experiência na gestão pública, tendo atuado no Ministério das Cidades e na Prefeitura de São Paulo. Suas pesquisas concentram-se em planejamento urbano, regulação urbana e estudos populacionais. Ele analisa tendências recentes, como os dados do Censo 2022, e o paradoxo entre domicílios fechados e o déficit habitacional.
José Geraldo de Sousa Júnior é jurista e professor titular da Universidade de Brasília, da qual foi reitor. Referência em ensino e extensão, integra o Instituto dos Advogados Brasileiros. Sua pesquisa em Teoria do Direito e direitos humanos destaca-se pela coordenação do projeto "O Direito Achado na Rua", que analisa como a justiça e a cidadania emergem das lutas coletivas e da transformação dos espaços públicos para a construção de novas sociabilidades.
Júlia Pinto Komka é advogada, mestra em Desenvolvimento Regional (2021) e graduada em Direito (2004), com especializações em Direito Público, Docência do Ensino Superior e Direito do Trabalho. Conciliadora e mediadora, é docente efetiva na Universidade Estadual de Goiás e convidada na Universidade Federal do Tocantins, além de orientar TCCs no MBA USP/Esalq em Compliance e ESG. Integra o projeto Cidades de Fato, produzindo e mediando podcasts. Sua pesquisa aborda trabalho, superexploração, gênero, reprodução social e trabalho escravizado contemporâneo.
Reijane Pinheiro da Silva é antropóloga, doutora em Antropologia Social e professora na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Atua no curso de Nutrição e na pós-graduação em Desenvolvimento Regional, integrando ensino e pesquisa. Seus estudos concentram-se em políticas públicas, saúde e segurança alimentar de povos indígenas, com abordagem voltada ao etnodesenvolvimento e aos saberes tradicionais. Investiga também a adaptação indígena em contextos urbanos, as desigualdades de gênero e os impactos do marco temporal.
Aline da Silva Sousa é bacharela em Direito e mestra em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Pesquisadora do Direito à Cidade e extensionista no grupo "Igualdade Étnico Racial e Educação", atua também como articulista no IBDU. Seus estudos exploram a mobilidade urbana sob a ótica da diversidade, analisando como fatores como raça, gênero e pobreza afetam o deslocamento de mulheres negras em áreas periféricas, a exemplo do bairro Taquari, em Palmas.
Carina Serra Amâncio é arquiteta e urbanista, mestre pela FAU-USP. Pesquisadora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da USP, integra a coordenação nacional da rede BrCidades e atua na Campanha Despejo Zero. Sua trajetória une produção acadêmica e ativismo, com foco na participação popular e na garantia do Direito à Cidade, especialmente na organização de coletivos urbanos nacionais e na defesa por habitação digna.
Luís Hildebrando Ferreira Paz é arquiteto e urbanista, mestre pela UnB e especialista em planejamento ambiental. Atuou como docente na Unitins e na UFT, além de ter ocupado cargos de diretoria em secretarias de desenvolvimento urbano de Palmas e do Tocantins. Ex-presidente do IAB-TO, sua pesquisa e prática concentram-se na estruturação urbana da capital tocantinense, abordando a segregação socioespacial e os desafios da habitação diante das mudanças climáticas.
Luiz Ugeda é advogado e geógrafo, com pós-doutorado em Direito pela UFMG e doutorado em Geografia pela UnB. Atualmente é pesquisador na Universidade de Coimbra e possui vasta experiência na gestão de órgãos públicos e empresas de infraestrutura. Seus estudos concentram-se no Geodireito e em sua aplicação estratégica para o desenvolvimento de políticas de governança urbana. O autor propõe a construção de cidades sustentáveis como resposta aos desafios globais das crises climáticas.
Claudio Carvalho é advogado e professor assistente na UESB, com pós-doutorado em Sociologia Urbana pela UFBA. Exerce funções institucionais na coordenação do curso de Direito da FTC-Salvador e do Observatório das Cidades, Políticas Públicas e Movimentos Sociais. Suas pesquisas e obras concentram-se no Direito à Cidade, explorando temas como exclusão espacial, gestão urbano-ambiental e a eficácia de políticas públicas para assegurar o acesso isonômico à moradia, ao trabalho, à saúde e à segurança.
Tainá Bittencourt é engenheira civil pela UFPR e doutoranda em Engenharia de Transportes na USP. Pesquisadora no Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e no CEPPUR, atua como especialista no projeto Acesso Cidades, da Frente Nacional de Prefeitos. Seus estudos voltam-se para a democratização do espaço urbano por meio da mobilidade inclusiva, investigando como o transporte coletivo pode contribuir para o enfrentamento das desigualdades sociais, raciais e de gênero, assegurando o direito à cidade.
Haydee Svab é engenheira civil e arquiteta urbanista pela USP, onde cursa doutorado em Smart Cities. CEO da ASK-AR e pesquisadora na Transparência Hacker, atuou como consultora do Banco Mundial. É ativista por dados abertos e inclusão tecnológica, sendo cofundadora da rede RLadies-SP. Sua pesquisa concentra-se em mobilidade urbana e no uso da ciência de dados para a formulação de políticas públicas que reduzam desigualdades e promovam o acesso democrático às cidades.
Wolfgang Teske é jornalista, teólogo e educador, com doutorado em Ciências do Ambiente e especialização em Docência do Ensino Superior. Teve papel central na implantação da Ulbra em Palmas, história relatada em seu livro O Maior Desafio. Membro da Academia Palmense de Letras, sua produção integra temas como natureza, cultura e sociedade. Cidadão honorário de Palmas e do Tocantins, sua trajetória prioriza o registro histórico e os desafios da educação regional.
Lílian Bracarense é professora na Universidade Federal do Tocantins (UFT), atuando na Engenharia Civil e no Mestrado em Desenvolvimento Regional. Engenheira civil com mestrado pela UFMG e doutorado pela UnB, coordena projetos de planejamento urbano e de transportes. Suas pesquisas abrangem logística urbana, engenharia territorial e a integração do uso do solo com os transportes. Atua também na análise da gestão do transporte coletivo em Palmas.
Daniel Santini é jornalista com pós-graduação pela PUC-SP e mestre em Planejamento Urbano e Regional pela FAU-USP. Atua como coordenador de projetos na Fundação Rosa Luxemburgo. É autor do livro Passe Livre, sendo referência em sistemas de mobilidade e tarifa zero. Suas pesquisas concentram-se no combate à uberização e na defesa do transporte público como ferramenta de justiça social e estratégia essencial para cidades sustentáveis e eficientes.
Shirley Silveira Andrade é professora e pesquisadora na Universidade Federal de Sergipe. Doutora em Educação pela UnB e com pós-doutorado em Sociologia e Direito pela UFF, sua atuação articula o Direito à prática social. Suas pesquisas abordam a invisibilidade do trabalho doméstico remunerado, o mercado de trabalho para mulheres negras e as relações de raça e gênero, incluindo o enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo e às desigualdades regionais.
Heitor Salatiel é gestor de experiências turísticas, produtor cultural e fotógrafo. Formado em Recursos Humanos, integra o projeto Guia Negro e produz o podcast Afroturismo, o movimento. Sua prática e pesquisa priorizam o afroturismo em cidades brasileiras, utilizando o turismo como ferramenta para celebrar a história e a cultura negra. Seu trabalho concentra-se no fortalecimento da identidade racial e da consciência histórica por meio de vivências afirmativas.
Anna Lyvia Ribeiro é advogada, mestra em Direito e especialista em Direito Imobiliário. Atua como presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/SP e é autora do livro Racismo Estrutural e Aquisição da Propriedade. Suas pesquisas analisam o racismo territorial e a relação entre a propriedade imobiliária, compreendida como ativo econômico, e a população negra brasileira, denunciando as desigualdades estruturais no acesso à terra e à moradia.
Camila Sawaia é pedagoga pelo Instituto Singularidades e arquiteta e urbanista formada pela USP. Atua como diretora pedagógica do CoCriança e professora de educação infantil no espaço Puri. Com trajetória vinculada ao Instituto A Cidade Precisa de Você, suas pesquisas exploram a relação entre o brincar, o lúdico e o território urbano. Sua prática prioriza o protagonismo de crianças e jovens na construção de cidades mais justas, inclusivas e democráticas.
Ayumy Pompeia é arquiteta e urbanista formada pela USP. Como diretora institucional do CoCriança, integra o Bagageiro Coletivo e o GT Cidade Infâncias e Juventudes do IAB-SP. Sua trajetória envolve o projeto Cenários Pedagógicos e o escritório catalão Equal Saree. Suas pesquisas exploram os vínculos que estruturam o habitar e o construir o mundo, defendendo a participação de crianças e jovens na construção de cidades mais justas e inclusivas.
Fabiana Scoleso é cientista social e professora adjunta na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Mestra e doutora em História Social pela PUC-SP, possui pós-doutorado em Sociologia do Trabalho pela Unicamp. Sua trajetória acadêmica prioriza os mundos do trabalho, os movimentos sindicais e as lutas sociais na América Latina. Atualmente, pesquisa os impactos da tecnologia no agronegócio sobre os territórios, abordando processos de exclusão e seus reflexos na vida nas cidades.
Sara M. Ferrari Pereira é acadêmica de Direito e foi presidente do Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Integrante da Federação Nacional dos Estudantes de Direito (FENED), sua atuação prioriza a representação estudantil e a defesa de políticas de mobilidade urbana. Suas pesquisas concentram-se nos desafios do transporte público para estudantes em Palmas, analisando criticamente a qualidade do serviço e os custos de deslocamento.
Márcia Mascarenhas Grise é engenheira agrônoma, mestra em Zootecnia e doutora em Agronomia. Pesquisadora da Embrapa desde 2007, atua na área de sistemas de produção sustentáveis e lidera o Grupo de Trabalho dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Embrapa Pesca e Aquicultura. Sua pesquisa e atuação institucional concentram-se na implementação da Agenda 2030, integrando metas globais de sustentabilidade às práticas institucionais e ao contexto da pesquisa agropecuária.
Socorro Leite é arquiteta e urbanista, mestra em Geografia Urbana. Atualmente, exerce o cargo de diretora executiva nacional da organização Habitat para a Humanidade Brasil. Seus trabalhos e pesquisas priorizam a habitação social, com ênfase no planejamento urbano, na ocupação de áreas de risco e nos impactos das mudanças climáticas sobre as cidades. Atua na defesa de soluções para populações vulneráveis e desabrigadas em contextos de desastres naturais.
Alex Matos é geógrafo, bacharel em Direito e major do Corpo de Bombeiros do Tocantins, com pós-graduações em gestão estratégica e combate à corrupção. Diretor executivo da Defesa Civil Estadual, atua desde 2014 como instrutor de prevenção a incêndios florestais na Academia de Formação da corporação. Sua prática e pesquisa priorizam a gestão de riscos e a segurança pública diante das mudanças climáticas, com foco em estratégias para enfrentar chuvas intensas e queimadas.
André Trigueiro é jornalista, pós-graduado em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ. Atua na Rede Globo e na GloboNews como repórter e apresentador, sendo editor-chefe do programa "Cidades e Soluções" e autor de diversos livros. Foi pioneiro como comentarista de sustentabilidade na Rádio CBN e colunista em grandes jornais. Sua atuação e militância concentram-se em mudanças climáticas, desastres naturais e na defesa dos direitos de povos indígenas e quilombolas.
Naiara Cardoso dos Santos Mascarenhas é mestra em Serviço Social pela UFT e especialista em saúde mental e atenção psicossocial. Ativista e militante do Coletivo Nacional de Juventude Negra (Enegrecer) e do Movimento Negro Unificado, dedica-se ao estudo do direito à cidade sob a ótica do protagonismo juvenil. Suas pesquisas discutem os desafios e a falta de políticas públicas voltadas à inclusão da juventude periférica, com foco na garantia do acesso ao lazer e aos espaços urbanos.
Karine Corrêa Santos Silva é arquiteta urbanista pela UFT, onde atualmente cursa mestrado em Desenvolvimento Regional. Integrante do podcast Cidades de Fato, também atua no LabCidades e na Secretaria Nacional do BrCidades. Sua pesquisa concentra-se em participação popular, planos de bairro e direito à cidade, com ênfase no protagonismo juvenil. É militante em movimentos sociais voltados à moradia popular e à igualdade étnico-racial.
Helena Duarte Marques é advogada pela PUC-SP e historiadora pela USP, com mestrado em Direitos Humanos pela mesma universidade. Atualmente, é coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) e compõe o conselho editorial da Revista Brasileira de Direito Urbanístico. Suas pesquisas e atuação concentram-se na interface entre direitos humanos e direito urbanístico, abordando temas como habitação, saneamento, mobilidade e planejamento das cidades.
Isvilaine Silva é engenheira ambiental e fundadora do Ambientalking, iniciativa dedicada a racializar pautas socioambientais. Ativista por justiça climática, racial e de gênero, participou da COP 26, na Escócia. Sua atuação concentra-se no impacto social e na interseccionalidade, pesquisando conexões entre a obra de Carolina Maria de Jesus e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para discutir desigualdades urbanas e memórias de territórios periféricos.
Margareth Matiko Uemura é arquiteta e urbanista, mestra em Estruturas Ambientais e Urbanas pela USP e especialista em gestão territorial. Com sólida trajetória institucional, coordenou programas nacionais de reabilitação de áreas centrais no Ministério das Cidades em sete capitais brasileiras. Suas pesquisas e atuação concentram-se na implementação de Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) como ferramenta vital para garantir o acesso à moradia digna e a função social da propriedade.
Carla Veras é arquiteta e urbanista formada pela UEMA e doutoranda na Universidade de Lisboa. Especialista em gerenciamento de projetos e sócia da Define Arquitetura e Construção, possui sólida trajetória institucional como presidente do IAB/MA e vice-presidente do IAB Nordeste. Suas pesquisas e atuações voltam-se para a relação entre cidade, infância e juventude, defendendo o protagonismo infantil no planejamento urbano como ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Graciete Guerra da Costa é arquiteta, com doutorado e pós-doutorado pela UnB. Professora e diretora de centro na UFRR, lidera pesquisas sobre urbanismo e paisagismo sustentáveis em Roraima. Com sólida atuação institucional, preside o IAB/RR e é vice-presidente do CAU/RR. Suas investigações voltam-se para a relação entre cidade, infância e juventude, defendendo o protagonismo infantil no planejamento urbano como base para a construção de uma sociedade mais justa.
Océlio Nobre da Silva é juiz de direito no Tocantins e coordenador do Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref). Natural de Pequizeiro, é mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa e doutorando em Desenvolvimento Regional pela UFT. Atua como docente na Escola da Magistratura Tocantinense (ESMAT). Sua trajetória e pesquisas priorizam a busca por soluções alternativas para a regularização fundiária no estado.
Katielle Susane é geógrafa, mestra pela UFPE e doutora em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa. Investigadora vinculada ao Centro de Estudos Geográficos (CEG/ULisboa), desenvolve pesquisas nas áreas de migrações internacionais, acesso a serviços de saúde, habitação e justiça espacial. Destaca-se por analisar a geografia do descontentamento, estudando a ascensão da extrema-direita europeia e as vulnerabilidades socioespaciais nas cidades contemporâneas.
Ana Paula Bruno é arquiteta e urbanista com doutorado pela USP. Atualmente, atua como analista de infraestrutura no Ministério do Desenvolvimento Regional. Sua trajetória concentra-se no planejamento urbano e regional, priorizando temas como habitação, regularização fundiária, direito à cidade e políticas públicas. Destaca-se na formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Urbano Sustentável (ODUS) e na análise de reformas administrativas e seus impactos territoriais.
Pe. Aderso Alves dos Santos é psicólogo, teólogo e licenciado em Filosofia. Com experiência como professor da rede estadual, é padre da Paróquia São Francisco de Assis (Aureny II) e presidente do Instituto Quem Diria. Sua atuação institucional inclui passagens pela Fazenda da Esperança e pela ONG Água Doce. Dedica-se a temas como problemas sociais em Palmas, pobreza urbana, impactos da pandemia e o atendimento a refugiados venezuelanos.
Fernanda Carolina Costa é advogada, mestre em Planejamento Urbano pela UFPE e especialista em solo urbano pela UFRJ. Diretora do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), possui sólida experiência como gestora pública, tendo coordenado programas internacionais voltados a áreas de baixa renda. Sua atuação e pesquisas concentram-se no direito urbanístico e ambiental, na gestão urbana e na regularização fundiária de interesse social, em busca de soluções para o desenvolvimento de comunidades vulneráveis.
Ermínia Maricato é arquiteta e urbanista com doutorado pela USP, onde é professora emérita e fundadora do Laboratório de Habitação. Referência internacional em planejamento urbano, ajudou a criar o Ministério das Cidades e foi Secretária de Habitação de São Paulo. Atualmente coordena a rede BrCidades, unindo ativismo e academia. Suas pesquisas denunciam o "analfabetismo urbanístico" e defendem a função social da propriedade e a reforma urbana popular.
Padre Júlio Lancelotti é pedagogo e presbítero católico, pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo e celebrante na capela da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Referência na defesa dos direitos humanos, dedica-se ao acolhimento de populações vulneráveis, como menores infratores, detentos e pessoas em situação de rua. Sua trajetória foca no combate à aporofobia e na promoção da dignidade humana, mérito pelo qual recebeu a medalha Ordem do Mérito em 2023.
Cláudio Carvalho é advogado com pós-doutorado em sociologia urbana pela UFBA. Professor na UESB e coordenador de Direito na FTC/Salvador, lidera o Observatório das Cidades e o Núcleo de Assessoria Jurídica Alternativa. Suas pesquisas e publicações concentram-se no Direito Urbanístico e Ambiental, abordando temas como exclusão espacial e gestão urbano-ambiental. Como autor, debate o direito à cidade e o acesso universal à moradia, à saúde e à educação como forma de mitigar desigualdades.
Gleys Ially Ramos é professora na UFT e pesquisadora vinculada ao núcleo NURBA. Doutora em Geografia pela UFG, realizou estágios de pós-doutorado na Espanha e em Portugal, com pesquisas voltadas a gênero e desenvolvimento regional. Coordena o OUTRAS - Observatório Feminista, rede dedicada ao fortalecimento da participação política feminina. Suas pesquisas concentram-se na interface entre educação e cidade, abordando mobilidade e segurança pública sob a perspectiva do planejamento urbano feminista.
Ana Lúcia Pereira é doutora em Sociologia e possui pós-doutorado em Educação pela UNESP. Professora Associada na Universidade Federal do Tocantins (UFT), atua no curso de Direito e coordena o núcleo de pesquisa IERE. Suas pesquisas voltam-se para a população negra, a igualdade racial e os direitos humanos. Autora de obra sobre famílias quilombolas, debate a construção de cidades antirracistas, a humanização do espaço urbano e a garantia de direitos em territórios periféricos.
Evaniza Rodrigues é assistente social formada pela PUC-SP e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela USP. Com sólida trajetória institucional, atuou no Ministério das Cidades e como consultora da Caixa Econômica Federal. Militante da União Nacional por Moradia Popular, dedica-se a temas como direito à habitação, autogestão, produção social da moradia e participação popular. Atua ativamente no movimento Despejo Zero, em defesa da função social da cidade.
Jacques Alfonsin é advogado e procurador aposentado do Rio Grande do Sul, mestre em Direito e especialista em Análise Social da Violência. Atualmente, é professor na Unisinos e conselheiro da ONG Acesso Cidadania e Direitos Humanos. Sua trajetória e suas pesquisas priorizam o Direito à Cidade e as lutas populares, analisando a segregação socioespacial e defendendo a função social da propriedade por meio de iniciativas como o movimento Despejo Zero.
Raquel Rolnik é arquiteta e urbanista, professora titular da FAU-USP e coordenadora do LabCidade. Com doutorado pela New York University, possui trajetória marcada pela gestão pública como Secretária Nacional de Programas Urbanos e pela atuação na ONU como Relatora para o Direito à Moradia. Sua pesquisa investiga políticas habitacionais e o direito à cidade, analisando como dinâmicas informais e a financeirização redefinem a vida nas metrópoles.
Ana Fani Alessandri Carlos é geógrafa e professora titular da USP, com doutorado pela instituição e pós-doutorado em Paris. Referência internacional, coordena pesquisas sobre teoria urbana crítica e a metrópole paulistana. Seu trabalho investiga a produção do espaço urbano, denunciando como a financeirização e o neoliberalismo transformam a cidade em mercadoria, dificultando o acesso ao direito à cidade e à dignidade cotidiana.
Tainá de Paula é arquiteta e urbanista, mestre em Urbanismo e especialista em Patrimônio Cultural. Ativista das lutas urbanas, é vereadora licenciada e atualmente ocupa o cargo de Secretária de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro. Sua trajetória institucional e suas pesquisas voltam-se para o fortalecimento de minorias e a promoção de um modelo urbano produtivo e antirracista. Defende a mobilidade urbana como pilar fundamental para a redução das desigualdades de raça, classe e gênero.
Mario Lúcio Avelar é Procurador da República. Atualmente vinculado ao Ministério Público Federal em Goiás, possui relevante histórico de atuação institucional no Tocantins. Seus temas de debate e interesse abrangem o ordenamento jurídico-ambiental e a gestão territorial, com ênfase na concessão de unidades de conservação e parques estaduais, como o Jalapão, além da análise crítica de legislações que impactam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.
Railane Ribeiro da Silva é líder quilombola da comunidade Mumbuca, no Jalapão. Atua institucionalmente como presidente da Associação dos Artesãos Extrativistas local, sendo a pessoa mais jovem a ocupar o cargo na história da entidade. Sua trajetória e temas de interesse concentram-se na conservação da cultura quilombola e na defesa dos direitos territoriais diante da concessão de unidades de conservação.
Evileide Vieira é integrante da comunidade quilombola Lagoa Azul, localizada em Ponte Alta do Tocantins, território remanescente de escravizados da antiga Fazenda Lagoa. Sua atuação institucional e temas de interesse voltam-se para a defesa dos direitos territoriais e a preservação da cultura tradicional. Participa de debates críticos sobre o ordenamento jurídico-ambiental e a concessão de unidades de conservação, como o Jalapão, frente aos impactos de legislações estaduais sobre as comunidades tradicionais.
Pedro Abramo é doutor em Economia e professor da UFRJ, onde coordena o Observatório Imobiliário e de Políticas do Solo. Com trajetória como docente visitante em Berkeley, sua pesquisa concentra-se na economia urbana e na informalidade na América Latina. Investiga mercados de terra, favelas e a chamada economia criminal urbana. Atua no planejamento urbano buscando promover a justiça social para territórios e populações em situação de vulnerabilidade.
Benedito Barbosa (Dito) é advogado e líder na defesa do direito à moradia. Coordena a União dos Movimentos de Moradia (UMM) e a Central de Movimentos Populares (CMP). Integrante da Campanha Despejo Zero e do Fórum Nacional da Reforma Urbana, atua na proteção de comunidades contra remoções forçadas. Vinculado ao Centro Gaspar Garcia, dedica-se à pesquisa e à militância pela garantia constitucional da habitação e pela justiça social nos territórios urbanos.
Nelson Saule Júnior é professor de Direito Urbanístico e uma das principais referências na defesa do Direito à Cidade. Atualmente, coordena a área temática no Instituto Pólis e as relações internacionais do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Suas pesquisas exploram a democratização urbana sob a ótica da resistência, com foco na aplicação prática do Estatuto da Cidade para a construção de espaços mais justos e inclusivos.
Ângela Gordilho Souza é pesquisadora e professora na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mestrado em Planejamento Urbano e Regional e doutorado em Arquitetura e Urbanismo. Ex-Secretária de Habitação de Salvador, integra grupos de pesquisa voltados para processos urbanos contemporâneos, políticas públicas e a produção do ambiente construído. Atua também na rede BrCidades, onde debate agendas urbanas orientadas à construção de cidades mais justas, democráticas e sustentáveis.
Cláudia Pires é arquiteta e urbanista, mestre em Planejamento Urbano e Regional e doutoranda pela USP. Atua como professora e comentarista de urbanismo na Rádio CBN, em Belo Horizonte. Com sólida trajetória institucional, presidiu o IAB-MG e coordena a Comissão de Política Urbana do IAB. Suas pesquisas concentram-se no Plano Diretor e em sua relação com o orçamento, defendendo a escala de bairros e a participação popular como caminhos para democratizar o planejamento urbano.
Manoel Ribeiro é arquiteto e urbanista com vasta experiência em desenvolvimento urbano. Foi subsecretário adjunto no Rio de Janeiro e coordenou projetos premiados, como o Favela Bairro, além de ter atuado internacionalmente em Cabo Verde. Sua trajetória institucional inclui a coordenação social do programa PROSAMIM e a elaboração de Planos Diretores. Especialista em favelas, dedica-se à pesquisa de métodos de integração urbana que valorizam a cultura local e as dinâmicas de sobrevivência das populações desses territórios.
Martim Smolka é economista formado pela PUC-RJ e doutor em Ciências Regionais pela Universidade da Pensilvânia. Atualmente, ocupa o cargo de Diretor de Políticas Fundiárias para a América Latina no Lincoln Institute of Land Policy, vinculando sua prática institucional a pesquisas sobre o mercado de solos e o planejamento urbano. Seus estudos abordam o Estatuto da Cidade, políticas fundiárias e tributação sobre a propriedade, explorando como a valorização da terra influencia a organização das cidades.
Thiago A. P. Hoshino é doutor e mestre em Direito pela UFPR, onde também atua como professor em cursos de pós-graduação. Pesquisador vinculado ao LABÁ e ao grupo MALOCA, exerce funções institucionais como conselheiro do IBDU e foi Ouvidor-Geral da Defensoria Pública do Paraná. Suas pesquisas integram o Direito Urbanístico à Antropologia, com foco na mobilização política e na defesa dos povos de terreiro, visando ao combate à segregação e à discriminação das religiões de matriz africana.
Luís Mendes é geógrafo e professor assistente no IGOT da Universidade de Lisboa e na Escola Superior de Educação de Lisboa. Pesquisador permanente no Centro de Estudos Geográficos, dedica-se aos estudos urbanos e ao planejamento territorial. Atua como ativista no movimento "Morar em Lisboa" e em associações de inquilinos, unindo a vida acadêmica à militância. Suas pesquisas exploram a gentrificação, o impacto do turismo na habitação e a financeirização das cidades.
Ana Paula Bruno é arquiteta e urbanista, graduada e doutora pela USP. Atualmente, atua como analista de infraestrutura no Ministério do Desenvolvimento Regional. Sua trajetória profissional concentra-se no planejamento urbano e regional, habitação e direito à cidade. Dedica-se à pesquisa sobre regularização fundiária e políticas públicas, com ênfase na formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Urbano Sustentável, em ações de capacitação e nos impactos de reformas administrativas.
Rafaela Albergaria Mello é assistente social e mestre em Serviço Social pela UFRJ. Pesquisadora de direitos humanos e militante antirracista, sua atuação integra temas como o racismo institucional e o direito à cidade. Autora do livro "Não foi em vão", ela investiga a relação entre violência e precariedade na mobilidade urbana, defendendo o transporte como um direito fundamental para a inclusão da população negra e periférica no planejamento das cidades.
Alex Magalhães é formado em Direito e doutor em Planejamento Urbano e Regional. Professor na UFRJ, coordena o Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro e possui pós-doutorado pela Universidade de Coimbra. Sua pesquisa concentra-se em urbanismo e segregação social, investigando como moradores de favelas utilizam a autorregulação e normas informais para suprir a falta de serviços estatais e garantir o acesso a direitos e à infraestrutura urbana.
Cecília Delgado é urbanista e professora universitária, vinculada como investigadora à Universidade Nova de Lisboa e ao centro CICS.NOVA. Sua atuação acadêmica e científica concentra-se em políticas públicas, articulando temas como ordenamento territorial e desenvolvimento local. Especialista em sistemas alimentares, pesquisa como as hortas urbanas transformam as cidades, impactando a realidade social e econômica dos territórios.
Rogério Srone Xerente é advogado e educador social indígena, sendo o primeiro indígena do Tocantins e o 11º do Brasil a ingressar na OAB. Natural da aldeia Funil, dedica sua carreira à defesa jurídica e à garantia dos direitos dos povos originários. Em sua trajetória e pesquisas, debate temas fundamentais como o genocídio, a resistência histórica e a sobrevivência de comunidades ancestrais, com foco nos desafios enfrentados por essas populações durante a pandemia.
João Sette Whitaker Ferreira é arquiteto-urbanista e economista, com mestrado em Ciência Política e doutorado pela USP. Professor titular e diretor da FAU-USP, integra o Laboratório de Habitação. Foi Secretário de Habitação de São Paulo e desenvolve pesquisas sobre habitação social, mercado imobiliário e políticas urbanas. Atua na rede BrCidades e estuda instrumentos como o Plano de Bairros para democratizar o planejamento e promover a alfabetização urbanística da sociedade.
Camila Cristina de Oliveira é advogada e especialista em direito urbanístico e planejamento urbano. Atualmente, ocupa o cargo de Secretária de Habitação na Prefeitura de São Vicente (SP) e é mestranda em Planejamento Urbano, com foco em cidades inteligentes e sustentáveis. Sua trajetória e suas pesquisas priorizam a gestão de projetos de regularização fundiária e o relacionamento comunitário, buscando implementar soluções práticas e eficientes para democratizar o acesso à terra urbana.
José Geraldo de Sousa Júnior é jurista e professor titular da Universidade de Brasília, da qual foi reitor. Referência em ensino e extensão, integra o Instituto dos Advogados Brasileiros. Sua pesquisa em Teoria do Direito e direitos humanos destaca-se pela coordenação do projeto "O Direito Achado na Rua", que analisa como a justiça e a cidadania emergem das lutas coletivas e da transformação dos espaços públicos para a construção de novas sociabilidades.
Nabil Bonduki é arquiteto e urbanista, com mestrado e doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas. Professor titular de Planejamento Urbano na USP, sua trajetória de destaque integra o ensino acadêmico à atuação política. Suas pesquisas propõem repensar as cidades brasileiras, defendendo a adaptação dos espaços urbanos para torná-los mais democráticos e inclusivos. Seu trabalho tem como foco a transformação das cidades em lugares de acolhimento para a vida cotidiana.
Rodrigo Faria Gonçalves Iacovini é advogado e doutor em Planejamento Urbano. Atualmente, coordena a Escola de Cidadania do Instituto Pólis, onde promove a formação sociopolítica articulada ao direito urbanístico e à assessoria jurídica popular. Sua pesquisa e atuação concentram-se no direito à cidade, nos direitos humanos e no combate às desigualdades territoriais. Destaca-se, ainda, por debater a diversidade afetiva e sexual e pela defesa da inclusão de novas vozes no planejamento das cidades.
Claudio Acioly Jr. é arquiteto e urbanista com vasta experiência internacional em mais de 30 países. Especialista em habitação e urbanização de favelas, atuou como diretor na ONU-Habitat e consultor de órgãos como o Banco Mundial e a GIZ. Sua trajetória concentra-se na gestão do desenvolvimento urbano e na internalização da Agenda 2030. Atualmente, pesquisa os impactos da pandemia no planejamento das cidades, buscando caminhos inovadores diante das incertezas globais.
Betânia Alfonsin é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRGS, mestre e doutora em Planejamento Urbano e Regional. Atualmente, é professora na Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul e diretora do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Sua trajetória e suas pesquisas concentram-se no Direito Urbanístico e na efetivação do Direito à Cidade, coordenando grupos que buscam transformar leis em ferramentas de justiça social.
Lígia Maria Silva Melo de Casimiro é doutora em Direito Econômico e Desenvolvimento e professora na Universidade Federal do Ceará, onde leciona Direito Administrativo e Legislação Urbana. Preside o Instituto Cearense de Direito Administrativo e coordena regionalmente o IBDU. Especialista em direito à moradia e regularização fundiária, sua pesquisa concentra-se na interação das mulheres com o espaço urbano, defendendo políticas de mobilidade e acessibilidade com recorte de gênero.
Daniel Barbosa dos Santos é assistente social na COOPTER e mestrando em Educação pela UFT. Atua como professor de Serviço Social na UNIP e preside o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Tocantins, além de integrar o conselho estadual de combate à pobreza. Com sólida experiência na gestão de políticas públicas, sua atuação e suas pesquisas concentram-se na segurança alimentar e nutricional, no combate à fome e no desenvolvimento de estratégias estruturais para a justiça social.
Edésio Fernandes é jurista e urbanista, com doutorado pela Warwick University. Leciona na University College London e em instituições na Holanda e nos EUA, sendo também professor visitante no Brasil. Ex-diretor no Ministério das Cidades, integra o Lincoln Institute of Land Policy. Sua pesquisa aborda o direito urbanístico, a reforma fundiária e a regularização de mercados informais, com o objetivo de efetivar a função social da propriedade e construir cidades mais justas e sustentáveis.
Daniel Santini é jornalista, com pós-graduação pela PUC-SP e mestrando em Planejamento Urbano pela USP. Atua como coordenador de projetos na Fundação Rosa Luxemburgo, articulando ações no Brasil e no Paraguai. Especialista em mobilidade, é autor do livro "Passe Livre", obra em que investiga as possibilidades da tarifa zero. Sua pesquisa concentra-se em sistemas de transporte gratuito e na defesa do investimento público como ferramenta para promover justiça social e urbana.
Patrícia Miranda Menezes é psicóloga, com especializações em Administração Pública, Gestão Urbana e Desenvolvimento Local pela ENAP. Cofundadora da Rede ODS Brasil, atuou como articuladora de agendas da ONU e diretora na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Mestranda em Ensino de Ciências Ambientais pela UnB, sua atuação concentra-se na institucionalização da Agenda 2030 e na qualificação de políticas públicas por meio de dados e evidências para as cidades.
Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem é professora adjunta e pró-reitora de Extensão da Universidade Federal do Tocantins. Doutora em Educação pela UnB e mestre pela Universidade Federal de Sergipe, coordena o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX) na Região Norte. Sua trajetória profissional e acadêmica é marcada pela atuação junto a comunidades tradicionais. Referência na internalização da Agenda 2030, lidera a integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no planejamento universitário, com o propósito de conectar a universidade à transformação social.
Ana Carla de Lira Bottura é arquiteta e urbanista, mestre em Antropologia Urbana pela universidade espanhola Rovira i Virgili e doutora pela USP. Professora na Unicatólica e na UFT, sua trajetória une a docência à pesquisa em habitação de interesse social e regularização fundiária. Especialista no direito à cidade, é autora de "Palmas, cidade neoliberal", obra na qual investiga a segregação socioespacial e o impacto dos vazios urbanos na justiça social.